Ainda me lembro do cenário de amor, Bananeiras

Quando ouvimos falar em São João, logo nos remete a imagem da fogueira, das comidas típicas da época junina e do forró. Mas quando ouvimos falar em “forró pé de serra”, a imagem é certa, a do Melhor São João Pé de Serra do Mundo, da nossa querida Bananeiras. O São João de Bananeiras é bastante conhecido e também muito aguardado. Uma festa que a cada ano atrai mais pessoas de diversos lugares do Brasil para o seu aconchego e que se supera ano após ano, seja na questão de público, segurança, organização, limpeza e atrações artísticas. Festa que movimenta cerca de 8 milhões na economia local e gera emprego pra mais de 80 pessoas.

Ao longo dos anos e edições, o maior São João pé de serra do mundo — como ficou conhecido — se consolidou no quesito tradição, valorizando os artistas vinculados ao forró raiz e a musicalidade típica nordestina, e assim, entrou no gosto do púbico. Hotéis lotados antecipadamente, busca por casas para alugar nesta temporada, equipes formadas para viajar para o brejo…são coisas comuns deste festejo junino, que ocorre nos dias 20 a 23 de junho.

Quem vem para o São João de Bananeiras sempre confirma retorno, acaba se apaixonando pela cidade e pela festa que ela oferece. São cores, brilhos e símbolos que encantam, como a Sala de Reboco, marca registrada do festejo de Bananeiras. Parafraseando o rei do baião, “Todo tempo quanto houver pra mim é pouco pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco”.

QUE SAUDADES DO MEU SÃO JOÃO! Das bandeiras colorindo as ruas da cidade; da turma se preparando para ir ouvir Aleijadinho, Curió, Amazan, Dorgival e,o querido Santana. Da disputa pela foto ideal no letreiro brilhoso…e da chance de encontrar os amigos das outras cidades, porque a cada esquina, era um encontro e um abraço. É, esse ano não tem preparo, não tem encontro, nem tem o famoso “SOM, OI, SOM, TESTANDO. DAQUI A POUCO NO PALCO DA PRIMEIRA NOITE DO SÃO JOÃO DE BANANEIRAS…” Ainda me lembro do cenário de amor.

Este ano, o cenário vai ser diferente. As bandeiras vão ser apenas na área de casa, o forró vai ser no nosso próprio som, ou em uma live dos nossos cantores forrozeiros. O que não podemos apagar, é a chama do nosso São João, do nosso forró, do nosso Nordeste.

Próximo ano a gente se encontra e mata essa saudade. Por que esse laço, aah São João, esse nosso laço não tem quem desate mais não.

Ascom – PMB

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